A FESTA DA PÁSCOA E O JULGAMENTO DOS DEUSES

Ao lermos o capítulo 12 do livro de Êxodo podemos encontrar diversas revelações maravilhosas relacionadas a Páscoa. Por muitos anos tem sido enfatizado somente o aspecto redentivo da Páscoa apontando para o sacrifício de Cristo na cruz, o nosso Cordeiro pascal que foi imolado sem mancha. Aleluia!!! Esta é uma grande revelação!!! Porém há mais aspectos representados pela festa da Páscoa encontrados em Êxodo 12. Podemos encontrar:
- Santificação (a ausência do fermento) – Êx. 12:18-20
- Libertação (saída do Egito para a terra prometida) - Êx. 12:25
- Um chamado a adoração (o povo inclinou-se e adorou) – Êx. 12:26-27
- Um tempo de passagem (a própria palavra “Páscoa” significa passagem) – O povo de Israel passou pelo Mar Vermelho, pelo deserto e pelo Rio Jordão. Páscoa é um tempo onde o Senhor nos chama a passarmos a um novo nível (subirmos a um nível mais alto)
Permita-me dar um enfoque em algo voltado a guerra espiritual encontrado na Páscoa. Êxodo 12:12 nos abre uma grande janela de revelação. O versículo diz que naquela noite o Senhor passaria pela terra do Egito, e feriria todos os primogênitos, tanto dos homens como dos animais e SOBRE TODOS OS DEUSES DO EGITO EXECUTARIA JUÍZOS; então o Senhor estaria julgando os deuses do Egito, isto relaciona-se com principados e potestades (Efésios 6:12). Assim Páscoa é um tempo de julgamento dos deuses, dos principados e potestades. E que deuses egípcios estavam sendo julgados naquela noite? Nos capítulos de 7 a 12 do livro de Êxodo trava-se um grande confronto com espíritos malignos de alta patente na hierarquia demoníaca. Eram deuses adorados no Egito, e em cada praga Moisés confrontou estes espíritos e o Senhor demonstrou Seu poder diante de cada uma destas autoridades malignas no Egito, e ao vir cada praga é como se o Senhor declarasse: “vossos deuses não podem fazer nada, nada pode deter o meu poder,...”. Aleluia!!!!
Vejamos as dez pragas e que espírito demoníaco estava sendo confrontado:
Primeira praga: as águas do Egito se tornam em sangue (Êxodo 7:19-21) – Osiris e Isis eram os deuses da fertilidade, considerados como os guardadores do Rio Nilo. Estes deuses foram confrontados e não tiveram nenhum poder para impedir a praga.
Segunda praga: a praga das rãs (Êxodo 8:1-6) – Este confronto foi dirigido ao deus Hator, representado por um sapo sagrado, que era adorado no Egito, considerado como o guardador da colheita. E o poder deste falso deus não conseguiu deter a praga das rãs entre os egípcios.
Terceira praga: a praga dos piolhos (Êxodo 8:16-17) – Este confronto foi contra Seb, considerado como o deus que cuidava da terra, porém seu poder não conseguiu impedir que os grãos da terra se tornassem em piolhos no Egito.
Quarta praga: a praga das moscas (Êxodo 8:20-24) – Foi confrontado o deus Escarebreano, considerado como aquele que impedia as pragas dos insetos. Este deus não teve autoridade para impedir a praga das moscas.
Quinta praga: a praga da peste nos animais (Êxodo 9:1-7) – Este confronto foi contra o deus Ápis, o touro sagrado, considerado como o guardador dos animais. O mesmo não conseguiu deter a peste nos animais, e o gado foi morto na terra do Egito.
Sexta praga: a praga das úlceras (Êxodo 9:8-11) – Foi o confronto contra Tifó, venerado como o deus que cuidava da saúde do povo egípcio. Este deus nada os protegeu contra as úlceras que vieram sobre toda a terra do Egito.
Sétima praga: a praga da saraiva (Êxodo 9:22-25) – O deus Sho, considerado o guardador da atmosfera estava sendo desafiado. Porém seu poder não conseguiu deter a praga da saraiva no Egito.
Oitava praga: a praga dos gafanhotos (Êxodo 10:4-6,12-15) – Um grande confronto contra Serapia, o deus que cuidava da lavoura. O poder deste falso deus não conseguiu impedir a consumação da praga dos gafanhotos, que trouxeram grande destruição na terra do Egito.
Nona praga: a praga das trevas (Êxodo 10:21-23) – Rá, o deus sol (adorado na Nova Era), era adorado no Egito por sua forte luz, mas a nuvem de Deus cobriu o sol e este deus foi envergonhado.
Décima praga: a morte dos primogênitos (Êxodo 12:29-30) – Este confronto além de Hórus (divindade egípcia filho de Osiris e Isis), foi contra o próprio Faraó , divinizado, sendo considerado como um deus, agora tinha em seus braços seu próprio filho primogênito morto. O quadro não pode ser revertido, pois somente Deus tem o poder sobre a vida e a morte.

CONCLUSÃO
Ao celebrarmos a Páscoa não somente estamos focalizando o aspecto profético redentivo da mesma, mas estamos em guerra julgando aos principados e potestades que estão sobre as nossas cidades. Aleluia!!! PÁSCOA É UM JULGAMENTO DE DEUSES!!!!

Observação: Quando menciono celebração da Páscoa, não me refiro a festa pagã dos gentios com coelhos, chocolates e doces, mas sim dentro do aspecto bíblico, tal qual as demais festas como Pentecostes e Tabernáculos.

Mensagem do Apóstolo Dr. Levi M. Domingos, Th.D.